Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Passando Fome na Boracéia

Não me lembro direito em qual ano foi, mas sei que foi em um aniversário meu. Fomos, Davidão, Jé Louco, Léo Nariga e Eu, Carlinhos. Saímos de casa umas cinco da tarde com destino Boracéia, uma praia deserta de sampa. Chegamos no terminal Tietê onze e pouco da noite. Todos empolgados com o rolê. Algo começou a dar errado, e não era o nascimento do Jé, mas outra coisa e tenho certeza que era um aviso de Chico Xavier. Que zica, o ônibus que ia até a Balsa em Bertioga, terminava as 18:30hs. Perdemos! Não havia como voltar pra casa, pois o relógio marcava 00:40hs. Mas, como todo bom idiota, que se empolga com qualquer bosta véia, nem notamos que a realidade seria bem diferente do que queríamos.
Conversamos e chegamos a conclusão de que Hotel por ali sairia caro. Eu fui sem dinheiro e todos me imitaram, então... decidimos dormir na rodoviária. Mas pra pegar no sono, teríamos de tomar uns gorós. Foi um negócio louco trocar o money pra comprar comida e cachaça. Como estávamos cobertos com aqueles cobertores velhos, que só se usa pra acampar e mais nada, nem notamos que os vendedores, dentro da estação, achavam que éramos mendigos. Eu não me acho com jeito de mendigo, mas todo o resto da humanidade parecia estar achando. Trocamos ao comprar uns doces zoados de morango. Compramos umas três MM´s (Maria Mole, no plural, pois foram 3) e tentamos dormir. Os cobertores no chão e as malas como travesseiros, logo chamaram a atenção de um negócio que ali passava, seu nome era João. O cara fedia a pinga e suava mijo. Ficou em silêncio e depois riu. Puts, o cara virou um monstro do pântano que engoliu pimenta de enxofre e caldo de sovaco peludo depois do futebol com amigos do bar do Pedrão. O exu não contava com seus dentes pra nada. Era um vazio enorme na boca do rapaz. Lá dentro devia ter mosca, minhoca, larva e mais um monte de verme, mas não esses vermes que são nossos políticos e sim vermes mais limpos. Na verdade, acho que o cara era um cadáver do cadáver que mordeu um pedaço de vômito congelado. Muito feio. Mais feio que... deixa eu ver... mais feio que... ahhhhhh, mas feio que eu pelado, pronto! Mais feio que bater na mãe por causa de marmita.
O monstro falou que ia pra Bahia e a cada fala, babava veneno de rato em nós. No fim, deu um gole em nossa bebida e se foi. Bahia... até parece, aquele alienígena ia pra Mercúrio, isso sim.
Continuamos a conversar e alguém olhou no copo que o "Toca fita de brasília" havia tomado a pinga. Meu, tinha xulé lá dentro. Secreção de machucado vencido. Credo. Claro, o David tinha que apostar quem bebia aquilo. Bebemos e até hoje temos crista de galo e sarampo anal.
Logo um segurança nos expulsou dali e fomos dormir nos bancos. Foi ruim, mas dormimos.
Quando deu a hora de o buso chegar, simplesmente, sem mentira nenhuma... Parece até estranho e fora do comum pros dias de hoje uma coisa dessas, mas quando deu a hora do buso que nos levaria à Boraceia, ele sem mais nem menos............ sem que nos fosse avisado com antecedência e louvor a qual desejamos, o buso.... o buso..... o busão chegou! Que bom, neh?
No buso, me lembro direitinho de o David me mostrar uma revista de Surf que nas últimas páginas havia uma estória em quadrinhos. Dois amigos foram pra praia e passaram bem os primeiros dias. Depois eles passaram fome e comeram grama com areia. O retardado do David ainda me disse que aquilo aconteceria com a gente.
Chegamos lá e combinamos com o dono do camping que por lá ficaríamos uns três dias. Acertamos de pagar no final da estadia.
Compramos muita bebida e alguns pacotes de macarrão. Dois dias depois já não existia macarrão. E pra fazer esses que duraram pouco, tivemos que pedir uma panela, algumas colheres e pratos, na casa do dono do camping, o tal de formiga.
Pra cozinhar o macarrão, coloquei uma panela no chão, em cima de um buraco que segurava a latinha de cerveja usada cortada ao meio, que agora continha álcool. Era nosso fogão. O macarrão era um grude gostoso até. Pra tomar banho, só de chuveiro gelado. Esquecemos de comprar pasta de dente e o sabonete estava no fim.
Ah, pra deixar bem claro o veneno; estávamos em quatro jagunços dentro da mesma barraca que suportava 4 mesmo. Mas, todos estávamos com mochilas, três pranchas de surf, cobertor, toalha de banho e de rosto; vara de pescar, vela preta, boné, mouse, livro, cadáver, ração, rádio, antena parabólica, trilho de trem, lua, geladeira e tudo mais. Era um aperto só. Só havia a gente no camping e ainda nos roubaram uma bermuda, ou duas, não me lembro. Quem roubou? Lógico, acharam que foi eu, pois era o único negrinho ali. Deram queixa na policia e já se completam treze anos que estou aqui nessa penitenciária.
Quando sentimos fome e não havia o que comer, o pessoal muito gente fina que conhecemos lá naquela vila, nos presentearam com salsichas ao molho de tomate. Foi uma só e acabou tudo. Deu pra disfarçar. Logo a fome bateu novamente.
Era o terceiro dia lá e nada de rango. Meu estômago gritava de solidão. O Jé Louco conversava com a barriga dele e de tanta fome pirou o bichinho. Achou que estava grávido, pois ouvia barulho na barriga e no fim era mesmo uma filhinha. Nasceu lá mesmo, no banheiro do camping. O nome da criança: Solitária! É isso mesmo, o Jé deu a luz a uma lombriga enorme!
Só almoçamos alguns pedaços de pão doce duro, porém deliciosos que nossas novas amigas nos deram. Só! Quando anoiteceu a fome estava em nossos rostos. Pra ficar na barraca era impossível, pois o bafo de todos era o cu do bode. Pra conversar, era preciso tapar a boca com a camisa e coar o cheiro de cachaça, residuos de nada e mais nada com nada, pois nada comemos, neh.
A noite estava linda e eu junto com minha companheira ficamos flertando ao olharmos as estrelas e o mar que jogava sua brisa pra eu jantar. Falei que não queria mais ela e que ela não prestava. Ela ficou em silêncio alguns segundos, mas logo resmungou. Me senti ruim de tê-la comigo e por isso queria que ela fosse embora. Ela ensistiu e ficou falando e falando um monte de coisa que não entendi. O nome dela? Fome!
O David me viu falar sozinho e entrou na conversa. Estávamos em uma sala de bate papo. O David e seu estômago, Eu e o meu que era escandaloso.
Olhamos um pra cara do outro e juntos olhamos a areia e a grama. Juro, deu vontade, mas ainda havia uma esperança e como a fome era tanta, esperamos a esperança morrer, pois é a última a fazer isso e assim poderíamos assar a fome e come-la na brasa. Isso, comer a fome. Não achamos um jeito, mas o acaso mostrou-nos uma luz. Algumas explosões lá bem longe e alguma coisa me disse que era bom. Como era época de eleição, logo julgamos que seria um show de algum político. Na hora decidimos ir e todos concordaram. Os fogos explodiam lá muito longe, mas, como não havia o que fazer, foda-se... fomos!
Andamos muito! uns três mil quilômetros de praia. Andamos tanto que no fim estávamos barbados, com filhos, netos e algumas bisnetas grávidas.
Foi então que vimos almas vivas e o comício. O povo humilde deixava bem claro em suas vestimentas que aquilo era uma mega-festa. Olharam para nós como se fossemos mendigos.
A fome gritava mais alto que o candidato em cima do palanque. Mesmo assim não deixei de notar a gritaria do candidato e reclamar dos seus berros e que tinha que perder por achar que o povo era surdo. Enquanto eu falava a voz do corno entrava um pouco lenta em minha mente. Do nada escutamos ele dizer que havim 200Kg de carne de grátis pra todo povo. Minhas palavras que estavam saindo da boca foram atropeladas por uma pergunta que fiz à mulher que estava ao lado: -De graça? Carne? - A mulher confirmou e nós comemoramos ajoelhados no chão. Todos nos olhavam. Até o político ficou olhando bestificado com tamanha comemoração. Nada entenderam. Quase votei nele.
Corremos pra fila e toda carne com pão que pegávamos ia direto pro bolso e pra boca. Era uma garantia de almoço. Comi muito... comi espeto, grelha, carvão e alguns copos de plástico. Eu tava com fome.
Fediamos muito. Algumas meninas pediram pra nos conhecer e quando vieram falar com a gente... puts... o fedo na boca e as carnes no bolso... Todos tampamos a boca com a camisa ou com a mão, pra disfarçar o cheiro de xulé com CC. Elas riram muito com nossas explicações sobre tais atitudes.
Ligamos na mesma noite pra sampa, pois o dinheiro havia acabado e o cartão do Léo e do Jé Louco não cantou na maquininha. Tentamos arrumar, mas ninguém emprestou, exceto o Gardenal. Mentimos pro Gardenal dizendo que tava da hora a praia, várias gatas e tal e o bichinho ficou doido, arrumou dinheiro e decidiu descer já na manhã seguinte, com dinheiro no bolso. Pronto, nossa salvação veio da fármacia; Gardenal!!!!!!
A fome bateu de manhã e fomos esperar o Gardenal na estrada. Ele chegou e quando nos viu, achou que fossemos aborigenes passa-fome. Pedimos 50 centavos e ele deu. Foi uma alegria só. Soltamos fogos, alugamos um navio com muita mulher gostosa e burra. Eu me senti em um clip de black. Ops, isso foi um sonho. Então.., compramos uma cocada e dividimos em quatro e a alegria tomava conta até das nossas almas. Uma cocada... pode?
Deviamos o Camping do formiga, o bar do Seu Joca e alguns outros lugares como o FMI, FBI, CBF, OMO, OVO e tudo qualquer sigla. Fizemos as contas e prometemos comprar comida simples, óleo, sal, macarrão, arroz, pasta de dente, papel higienico, etc etc... O resto do dinheiro, pagariamos o camping e as pessoas que nos ajudaram. Voltamos e a compra foi: Vodka, Limão, Cerveja, Açucar, Coca, Vinho, Pinga, Heroína, Cocaína, Cafeina, Ecxtasy, Maconha, Pedra, LSD, FMI, FBI, CBF... Enfim, tudo errado. Não pagamos o camping e nem nada. Só compramos pinga.
Bebemos o dia todo e ainda sobrou muito. Quando caiu a noite, todo mundo tava chapado. Era a passagem do dia 23 para 24 de setembro, o dia do meu niver. Bebi pouco, mas esse pouco me transformou em outra pessoa e essa sim, essa pessoa bebe pra caralho. Fiquei como o Bispo Macedo gosta. Fizemos uma seção do descarrego com os 318 empresários e fui liberto. Hoje eu tenho saúde, sou bem casado, amo minha esposa gostos... ops, meus filhos e o melhor de tudo... tenho minha vida financeira resolvida. Posso perder meus filhos, minha saúde, minha esposa, mas o Bispo Macedo me explicou que o dinheiro me dará tudo de volta.
Mas voltando ao assunto; só não havia o que comer, até que um trator roubou a cena noturna na praia deserta e ficamos olhando. Logo um monte de pescador apareceu em caminhonetes. Eu tava chapado e fui lá perguntar o que era que eles faziam jogando corda na água do mar. Dãããããã, que bocó, era pesca, neh. Pedi pra ajudar e assim ganhar uns peixes. O Gardena, o David e eu fomos ajudar. Desisti tão rápido que nem comecei. O David e o Gardena conseguiram trazer alguns peixes pra gente. Xereu, Tainha e Siri, que foi assado na casca e não cozinhado, como é o certo. Tadinho, o bichinho corria na grelha feito siri correndo na grelha mesmo.
O Léo não comia peixe, pois não gostava, mas aquele dia comeu que foi uma beleza. Lambeu até o carvão que estava melado com óleo do peixe. Foi uma festa e tanto. Supimpa. Bacana. Legal.
O Gardenal se deu conta no outro dia de que estava passando fome e que nem mulher havia ali. Ficou louco, ou melhor, voltou ao estado natural.
Sobrou pinga e mais nada. A realidade era dura. Nenhum tostão furado e comida era brisa. A fome era enorme. A barriga roncava como o Tenor Plácido Domingo na ópera de Passan Fomè in L´la Plaiá!
Fiquei tão magro que não possuía nem frente nem trás. Eu era um verbo! Um singular. Eu era uma imaginação real de mentira que existia sem ser nada. Entendeu? Não? Nem eu! Mas é sério, perdi uns 4 kilos e acabei ficando com 31. Não almoçava e pinga era mato. Fedia feito peido pós-repolho com miojo de ovo, se é qui existe. Ah, falar nisso, o dono do miojo morreu! Num sei porque eu disse isso, mas achei que o Chico Xavier sabe.
O Léo ficou só as narinas nada modestas. O Jé ficou só o Louco. O Gardenal já é um bicho. O David ficou... ãããhhhh...do mesmo jeito, continuou sendo ele mesmo. Tadinho, ele sofreu mais.
Fomos proibidos de entrar na água pelo IBAMA, pois nosso bafo estava afastando as pingüins lá do Polo Norte.
O Jé estava com tanto bafo que bebeu água e ela evaporou ao tocar a língua.

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Vende-se Natal!!!

É natal... O que é o natal, neh? O natal nada mais é do que a explosão de vendas nas lojas de surf, que vendem uma camisa de 30 reais por 235. E é nas mesmas lojas que lucram o mesmo que a Microsof, que as periguetes da favela sentem pela primeira vez o sabor da fama. Da hora essa palavra... FAMA. É o que elas acham. Ficam com fama, pois trabalham pra cacete o dia enteiro, nos finais de semana, na hora do almoço que rola sempre no restaurante fino, Mc Donald´s. Aquelas gostosinhas de peitões pulando em nossa cara, quando vamos comprar um chinelo da Kenner que custa 50 conto... Mais jegue são os boy que ficam comprando roupas só pra agradar as candidatas ao dia de Princesa, do Netinho. Os bocó ficam quatro horas dentro da loja só pra escutar da boca das bafu de bode a frase: então gato, leva uma meia? Os boy, que trampam de boy mesmo na Quize de Novembro, gastam seus putos 400 centavos em duas peças de roupas cheia de propaganda da cerveja Skin. Enquanto em casa, lá no morro do Urubu Matador, sua mãe passa roupa pra mais de 6000 familias, lucrando apenas 100 reais. O bom é que favela não paga conta de consumo. Otimismo não falta!
Fico pensando o quanto a maré sobe quando São Paulo em peso desce para a praia Grande... Muita gente, mas muita gente mesmo. Calculo que uns bilhões de carros de passeio. Detalhe, todos lotados de gente e comida, tv, rádio, revólver, cocaína, maconha até no tanque e na dentadura da vovó Mafalda.
Lá, todo mundo atrás das roupas identicas da Cyclone, pisando em Kenner´s que chegam a pesar mais do que os cremes de Karitê das gatinhas da Vila Tupi, todas juntas. E olha que é muito creme que rola. Daí a maré sobe mais e mais, chegando a escorrer água do planeta até vazar no espaço sideral.
O morro onde moro fica vazio. Solte um pum aqui e o eco atravessa a cidade até chegar em Itaquera. PUUUUMMMMMMMMMMMM... Tá todo mundo na Praia Grande.

Parece até que os ricos não curtem uma praia, neh? Esses são um lixo do tamanho da minha pi.... cá pra mim, o natal é uma hipocrisia - como diriam Denis e Vitão, meus filósofos preferidos de onde tiro inspiração - ... uma hipocrisia moral e dentária da vulgaridade local da agenda menstrual em ação global.
Só vão pra praia pra gastar e não gastam nada. Ficam em casa quase o dia todo e quando saem, logo voltam, pois esqueceram o filho de 3 anos na privada. Gostam de aparecer e esquecem dos filhos com cara de ladrões de bancos via internet, dentro da privada.
Quase não entram na água e pior, não tomam sol. O que essas porras fazem na praia? Os mais jovens, os playboy mesmo, ejaculam remédios o ano todo pra dentro do corpo até ficarem bombadões pra chegar na praia, e as patricinhas que passam perfume até no bitélo, ficarem pagando pau, sendo que nem pau os caras tem mais. Seus carrões importados, claro, é o sonho de consumo de qualquer um, mas o carnê de prestações é o sonho da Kalunga... bilhões de folhas com débito.
As madames no restaurante sempre pedem água mineral. Elas mesmas acham que é chique, mas é porcaria de merda nenhuma. É sim o marido pão duro que só gasta seus dólares com Traveco (que chupam melhor) e com as amantes lá no Morro do Urubu Matador, pois elas, as Irenes do morro, sabem sim rebolar e levar o patrão pra lua.

Sábado, Agosto 26, 2006

Uma Balada pra Esquecer...

Fui em uma balada com meus amigos um certo final de semana. Aconteceu de tudo lá... Sabe quando tudo dá certo e todos amigos se encontram na hora marcada pra balada? Aconteceu isso nessa noite. Marcamos e ninguém se atrasou. Até mesmo o Gardenal que sempre é o último. Se já fomos em dez baladas no mês, o Gardenal ainda está se preparando para a segunda. É muito lerdo.
Foi quase todo mundo e como diria o NEGATIVISTA Lucas Cornélios, "tá indo tudo muito bem, então, algo vai dar errado!!!"
É meus leitores, e deu...
A festa já começou no estacionamento do Supermercado Extra. Compramos Wisk e Red Bull e criamos asas.
Na avenida Sumaré, a transformação. Só quem estava dentro do carro era o motorista. Um pindurado no vidro, outro na porta, outro correndo atrás do carro e mais dois no teto. O motorista não via nada e alegre seguia sem reclamar. Será que ele havia bebido?
Na porta da balada, deu uma puta crise de choro no brother Antigo. Ele chorava pra pinóia. A cara dele parecia uma esponja suja sendo apertada. Deu dó dele, mas ri e nem liguei.
Entramos na Klass, uma balada gringa na Vila Olimpia e o show começou.
O Hudson, mentiroso Master, logo que entrou já havia mentido umas oito vezes. Fiquei ao lado dele e fiquei impressionado tamanho desenvoltura para mentiras. Chamou o bar-man e perguntou quanto que era para fechar camarote. O cara riu e disse o valor. Quando pensei em dizer ao Hudson que não tinhamos dinheiro, ele cortou tudo com um simples: -Eu sou atleta do Corinthians, meu nome é fininho. Estou com meus amigos e blá blá blá...
Juro, a cara dele foi de matar, mas os caras caíram. Só não abateram o valor, pois o cara é do Timão ou não?! Pra disfarçar, o Hudson me chamou para entrar, mas disse ao garçom que iria reunir a galera pro camarote. Lá dentro estava lotado. De um lado o David tomando Tequila Ouro. Do outro o Léo corria atrás de mulher como se fosse um maníaco do parque. O Antigo chorava sem motivo. Meu irmão dançava break com a cabeça apoiada no chão e as pernas pro ar. O Gardenal ainda estava em casa se preparando pro reveillon 1999/2000. Já era 2004, pode?!?!?! Tomei umas ouro com o David e fui dançar... e dancei mesmo. Acho que passei a mão na namorada de alguém e como um brinquedo me jogavam pra lá e pra cá. Parecia um pinbolin...
Consegui sair da "mesa de pinbolin" e chamei o Hudson Fininho e ele bem louco de wisk me arrastou pra pegar os doidos que estavam me empurrando. O Problema é que nem ele e nem eu sabia quem eram os caras. Paramos todos que passavam em nossa frente e interrogávamos, mas nada de nada.
Logo esqueci as brigas e juntamente com Hudson, caminhei até o bar para conversar com o gerente. Ele veio todo sorridente.
-Opa, tudo bem? Eu sou o Fininho, atleta do Corinthians. Lembra se mim? -Disse Hudson para o Gerente.
-Claro que lembro, pô!
-Então, tô querendo fechar camarote pra curtir sussêgado com meus amigos...
-Sem problema. São 280 reais. -Respondeu o Gerente.
Juntou um garçom atrás do outro pedindo camisa do corinthias para o Hudson. Juro, eu não estava acreditando. Quando estava tudo preparado para subirmos pro camarote, um funcionário da casa chegou todo afobado gritando:
-Tem um cara com uma garrafa quebrada tentando matar todo mundo lá dentro.
Olhei para o Hudson Mentiroso Master Fininho e disse que o tal cara devia ser um louco. O Hudson ria sem parar tentando imaginar o cara lá dentro.
O Gerente entrou pra ver o Serial Killer e nós ficamos dando autógrafos para os tiétes do Fininho. Como o Gerente demorou um pouco, nós entramos e a cena foi ilária. Nunca, mas nunca mesmo em minha vida vi algo como aquele. O David com uma garrafa quebrada na mão, tentando matar todo mundo. A cara dele já não é das melhores, mas piorou com a raiva que ele estava da sociedade baladeira. Imagine ele barbado. Parecia o Tom Hanks no filme Náufrago. Todo barbado e com cara de patolino assassino. Corria de um lado pro outro pra ser dali pra frente um réu primário na penitenciária mais próxima. O Antigo estava sentado no chão todo molhado de choro. Chorava, mas não por causa do David Estripador, mas por nada.
Foi uma correria só. O Léo Do Parque corria pra lá e pra cá, mas atrás de mulher. O bichinho tava muito louco de cachaça. Acho que não conseguia nem completar uma frase muda.
Os seguranças literalmente jogaram o David Da Luz Vermelha pra fora da balada. O Hudson aproveitou pra dar o golpe e foi socorrer e não voltou pra pagar a comanda. Todos foram expulsos. Eu fiquei lá dentro dançando em cima da mesa sem calça. Tava muito louco também. Logo um segurança do mesmo tamanho que eu, não fosse a diferença de 60 Kg, me arremessou uns dez metros. Outra vez virei brinquedo. Dá raiva ser chassi de grilo.
Tentaram me expulsar, mas quem iria pagar a conta? Claro, eu! Foi uma vergonha. Cheguei na balada com o Hudson Fininho que me deixou e saiu de fininho. Tive de deixar o celular como garantia, pois não tinha nem um centavo. Mas não foi fácil assim. Discuti com todos seguranças, mas como sou foda, apanhei de um só. Dei um monte de barrigada no punho dele.
Vendo minha situação, meu amigo Antigo chorou no ouvido do brutamontes para parar de bater-me. O Guarda-roupas nem quis saber e o Antigo saiu chorando.
O Léo Do Parque saiu com o Hudson e deu uma de machão batendo em um Uno bem miudinho que passava na rua onde estava nosso carro. O coitado do Léo só não contava com os quatro armários da Marabras que foram saindo do Uno. Tadinho do Jack. Levou um pau... Sua camisa era branquinha, mas os jagunços lavaram com sangue. Daí o Léo se juntou com o Antigo e os dois choravam como... como... ah, como Antigo mesmo.
O bandidão, gladiador, matador, serial killer e tudo mais de ruim, Gardenal, foi chegando e fazendo um auê daqueles. Mas, cachorro que late não morde e o bocó do Gardenal levou só um na testa e K.O.
O Hudson Mentirinha salvou o Léo e o Gardenal da morte. E claro, salvou com uma mentira do bem. Pegou uma trava de segurança dentro do carro e gritou que iria matar os rinocerontes com seu revólver. Foi muito louco ver aqueles jagunços se encolherem em um canto que não cabia nem uma formiga. O Hudson gritou para que os Godizilas fossem embora e eles com os rabos entre as pernas correram pedindo perdão pelo estrago que fizeram no Léo.
Enquanto o Antigo chorava o leite que nem tinha sido derramado, os seguranças me jogavam de um lado para o outro, até me acertarem dentro do carro. Lá dentro o Léo chorava com sua camisa melada de sangue. (continua)

http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/alexandra_regio/album?.dir=/bfb8re2&.src=ph&.tok=phpbSrFBLmLEYXvg

Terça-feira, Agosto 01, 2006

Salvo pela SuperVisora

Minha amiga de serviço, a Juliana, foi fazer minha unha e olha no que deu. Estou sem dedo. sangrei como véia que deixa estourar as varizes das pernas. Isso porque a Ju sabe fazer unha neh. Claro, eu pedi, mas com o aval da Maquiavel e Malfeitoza, EZA... a dor teve sua cara estampada em meu rosto preto. O PABX ficou todo vermelho de sangue que jorrava aos litros e litros de meus dedos. Com seu alicate de 5Kg, Juliana me pendurou de cabeça para baixo e me banhou o corpo todo com alcool e gasolina. Esticou meus dedos e mandou ver com uma serra elétrica como lixadeira.
Gritei, mas gritei pra burro e não adiantou nada. Minhas unhas já não existiam quando abri os olhos. Isso tudo porque a Morticia Elza Adam´s, com sua voz sarcástica, teve o prazer de mandar a abominavel Ju das Neves, sobrinha do Milton Neves, esfolar meus preciosos dedos de pianista clássico.
Tentei correr, mas outra megera, Fátima da Madrugada, veio à meu encontro e com uma só pancada me desacordou.
Acordei e lá estava eu em um ambiente escuro. Só pude ver sobre a penumbra, três Diabolic´s se gargalhando de minha desgraça. Não podia fazer nada. Estava sob efeito do Milho de Fátima.
Desisti da vida... apenas contei meus últimos suspiros que soavam como cânticos de pássaros silvestres. Fechei os olhos e tudo se acabou.
Não! Escutei alguém gritar e minha esperança voltou.
Arregalei os olhos e lá estava. Parada na porta, com seu capuz que escondia o rosto sofrido de uma heroína ainda nova. Não podia ser! Mas, como em todas estórias, era ela!
A Menina SuperVisora Cida. Tchã tchã tchã.
Com seu poder sobre os funcionários, ela soltou uma incrível magia no crânio de Elza. Magia chamada: Despedida por justa causa!
No coração de Ju das Neves, apenas uma magia chamada Vai embora e Nos Processe.
Na barriga de Fátima, soltou a famosa magia: Aposentadoria.
Super Cida me carregou nos braços e dali fomos para um lugar seguro. Fomos para o Líbano.
(continua)
Se alguém vier a se ofender com essa brincadeira, peço desculpas, pois não é minha intenção.

Quinta-feira, Julho 27, 2006

Cansei de cansar

Hoje estou muito cansado. Nem sei como estou conseguindo escrever... Na verdade, estou pulando com as duas pernas em cima das teclas. Isso cansa ainda mais. Mas, como devo escrever para manter minhas postagens em dia, é melhor cansar pulando nas teclas do que não conseguir escrever nada de nadas. Amanheci no Hospital das Clinicas. Fui marcar uma consulta e o atendimento de lá foi super rápido. Mais rápido ainda será o dia da consulta. Hoje é 27 de julho, a consulta foi marcada para amanhã. É, é isso mesmo! Amanhã não é 06 de setembro? Não? Putz grilo... então a consulta é para daqui a dois meses, quase. Tá vendo, de tão cansado estou até delirando.
Dei um pulo no bairro da Liberdade para pedir um almoço pra qualquer cidadão de bem. Consegui! Meu brother Igor cooperou com um marmitex que achou no lixo. Não tenho preconceito e comi mesmo. Não gostei do cheiro e da cor roxa que exalava do macarrão apodrecido. O que importa é que matou a fome.
Para aproveitar, passei no escritório onde trabalhei seis anos para copiar umas cem músicas que guardara na memória do computador. Liguei o micro e o barulho que fez aquela merda, acordou até defuntos. Quando acabou de carregar, eu já era pai e minha filha estava grávida do segundo filho. Que demora... Mas carregou.
Pra se ter uma idéia, haviam tantos ícones na tela, que algumas cairam do monitor e se espalharam pela mesa. Havia tanta coisa, mas tanta, que acho que ele usava aquela porcaria de micro pra aluguel de ícones. É issmo mesmo. Quando você não tiver onde por seus ícones, alugue um espaço no micro do meu ex-patrão.
Saí de lá a mil, sentido CCO, onde trabalho. Corri tanto, que saí de lá as 3 da tarde e cheguei as 2:59. Ultrapassei a barreira da luz e da São Bento. Acho que até da Sé.
De tanta canseira, cansei de cansar e acabei cansando.
Para atender o PABX foi um trabalho. Dizer alô era como mandar a mãe tomar no c...
Pensei que fosse morrer. Depois tive certeza. Horas, todos morremos neh?! Só não sei a hora, mas tudo indica que é agora...........................................
Ah, não morri!
Aqui estou mais um dia... Puts, quase fui, mas não era a hora.
Tenho que trabalhar. Depois continuo.

Terça-feira, Julho 25, 2006

Nasceu EU

No ano de 1981, fora registrado o maior acontecimento de minha vida. O meu nascimento. Mas também, como em todos os anos, outros acontecimentos menos importantes para toda a humanidade sucederam.
Em 1981, o agora presidente Lula, era julgado como sindicalista do ABC. Olha como a justiça é legal. Julgaram e hoje ele é Presidente da República. Será que daqui a 24 anos, Suzane von Richthofen será eleita presidente do Brasil? Ah, então vou logo terminar esse texto e cometer um crime. Pronto, pra se candidatar no Brasil é só fazer o que manda os 10 mandamentos bíblicos, mas, ao contrário.

Ah, foi nesse ano que o SBT conseguiu ser algo concreto. Junto com a Manchete que hoje nem existe mais, ou melhor, só no volei, foram escolhidas pelo ministro das comunicações na época, Haroldo de Matos, para mandar essas porcarias que recebemos nessa idiotice que é a TV hoje. Na época era novidade, mas hoje é o capeta em forma de Plasma de 42 polegadas. Imagino essa mulherada toda pelada na TV, mas rebolando em 1981... Acho que os homens na época nem sabiam onde pôr o quê, aonde e quando. A TV era um sonho, hoje é um pesadelo.

P.Q.P., nesse ano Paulo Maluf já era chamado a CPI, mas a do Terror! Ahahahahaha.... Hoje ele é, junto com Marcola, o próprio terror. Acho que Maluf já é sócio da CPI.
Também neste ano ele foi condenado por dar carros aos então campeões da seleção brasileira, na copa do mundo no México. Bem que o Maluf podia ser o técnico da seleção nessa copa de 2006, que passou. Com certeza o esquema 4-4-cabine dupla, funcionária bem.

Em 1981 algumas bombas foram postas em carros para conturbar o andamento do desenvolvimento democrático do País na época. Carros como Puma foram usados. Hoje a moda é soltar bomba em Puma, Nike, Reebok, Notbook, Não-note-em-book e etc. Não, etc ainda não foi usada, mas os especialistas, Marcola, Fernandinho Beira Mar, Bush, entre outros, estão trabalhando para melhorar nosso Brasil. Porque o Parreira veio destruir essa merda.

Morreu Mazzaropi. É uma palhaçada o que ele nos fez ao morrer. Morreu! Engraçado o povo da Zorra Total ainda estarem todos vivos.

O Papa leva um tiro. Hoje é moda levar tiro. Quem não leva tiro não é fashion.

O ônibus espacial Columbia, vai para o espaço, assim como o governo manda seu povo hoje. Simples.

Nasce a MTV. Era para ser música 24h por dia. Hoje é metade de clipes e a outra metade, mensagem subliminar.

Quarta-feira, Julho 19, 2006

Umas das MAIORES HISTÓRIAS QUE JÁ VI

http://www.fenomeno.matrix.com.br/fenomeno_fenomenos_1_ar-tele-cayce.htm

A história desse cara é espetacular. O cara entra em coma e depois consegue penetrar em qualquer cabeça e saber o que lá se passa. Leia e verá.